Neste artigo Ad Vieira compartilha conosco sua empolgante jornada Integral rumo ao encontro de sua Verdadeira Identidade, desnudando e elucidando ao longo deste caminho, as muitas mascaras em que habitamos.


Sem Máscaras – Desnudando a alma Integral no mundo pós pandemia
por Ad Vieira

Há algum tempo, em 2016, durante um laboratório de aprendizagem da Teoria U, fui provocado a fazer a minha apresentação aos participantes do grupo sem recorrer ao meu passado, aos meus conceitos e à minha história de vida; deveria fazer a minha apresentação a partir do presente, no espírito e contexto daquele momento. Essa experiência foi muito impactante, pois fui levado para um lugar no meu subconsciente que me era desconhecido, onde me deparei com questões sobre as quais nunca havia refletido antes.

Como assim, sem recorrer ao meu passado, minha história, meus conceitos, crenças, biografia, meu currículo? Naquele momento mergulhei no abismo escuro do caos, em um mundo de sombras, não havia nada em que pudesse apoiar ou sustentar a minha persona, a imagem que havia emoldurado ao longo da vida até aquele momento, a minha identidade. Fiquei à deriva!

E naquele estado de total desorientação, entrei em uma dimensão de tempo cronos linear, e, ao mesmo tempo, em kairós , um tempo espiritual, e instantaneamente correlacionei o contexto daquele momento com o primeiro grande desafio da minha existência em que o passado também ainda não havia se manifestado, me vi no útero da minha mãe, um insight profundo sobre a minha origem! Fui prematuro, e os estágios iniciais do meu nascimento foram vividos em uma incubadora, isto acarretou algumas sequelas, ou traumas psicológicos, principalmente dificuldade de aprendizagem e déficit de atenção. Por pura teimosia consegui superar estas limitações no meu desenvolvimento, mas sempre com muito esforço, determinação e dedicação.

Nunca antes havia refletido sobre o trauma desta experiência perinatal prematura, e fazer esta correlação com o caos da incerteza causada pela ausência do passado em minha apresentação, foi quase como reviver esta experiência traumática intrauterina.

Este sentimento me proporcionou naquele momento uma compreensão transcendente de todas as dificuldades no meu desenvolvimento, e, principalmente, agora conseguia ver claramente a origem da minha inquietação existencial, um timbre, uma nota da minha personalidade que ainda não havia conseguido entender a origem, e que motivou todas as minhas buscas por respostas até este momento. Foi uma espécie de choque entre o refluxo e o efluxo, como a onda quando volta da maré e dá de cara com a que vem na direção oposta, produzindo uma nova onda. Foi quase uma reencarnação, um renascimento, uma quebra de simetria. Tudo isso aconteceu em milésimos de segundos!

Devido à dificuldade de aprendizagem, memorização e déficit de atenção, para conseguir reter as informações em meus estudos era obrigado (e ainda sou) a decorar os textos, por meio de um processo de repetição sistemática, mais conhecido como decoreba! Então decorei muitos livros, sou capaz de discorrer com qualquer pessoa sobre quem sou eu, conceitualmente, recorrendo a várias áreas do conhecimento.

Então, naquele momento da minha apresentação para o grupo, onde não poderia recorrer ao passado, fiquei completamente desorientado, porque sobre o meu eu conceitual, distal, objetificado, eu conseguiria falar de uma certa distância com segurança, poderia até realizar uma palestra de um dia para falar deste meu eu conceitual!

Mas quem sou eu, verdadeiramente? Acabei por meio daquela dinâmica de grupo, e provocação, descobrindo que não tinha uma resposta. Realmente não sabia!

Clique no link ao lado para ler a íntegra deste artigo: Vieira, Ad – Sem Mascaras

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