Uma síntese integral, para ser realmente integral, deve achar um caminho para mostrar que as principais visões de mundo são, basicamente, verdadeiras (embora parciais).


Ken Wilber e a Astrologia
Excertos de livros de Ken Wilber | Tradução de Ari Raynford

Do livro Uma Teoria de Tudo, capítulo 6:

Uma síntese integral, para ser realmente integral, deve achar um caminho para mostrar que as principais visões de mundo são, basicamente, verdadeiras (embora parciais). Não é que os níveis mais elevados proporcionem visões mais acuradas e os níveis mais baixos, falsidades, superstições ou absurdos primitivos. Devemos entender que mesmo a mágica “infantil” e os mitos de Papai Noel são verdadeiros. Porque essas visões de mundo são, simplesmente, a maneira como o mundo aparece naquele nível, ou naquela onda, e todas as ondas são ingredientes cruciais do Kosmos. No nível mítico, Papai Noel (ou Zeus, ou Apolo, ou astrologia) é uma realidade fenomenológica. Não leva a nada dizer-se: “bem, evoluímos além desse estágio e hoje sabemos que Papai Noel não é real”, porque se isso fosse verdadeiro – e todos os estágios se mostram primitivos e falsos à luz da evolução – então teríamos que admitir que nossas próprias visões, exatamente agora, também são falsas (uma vez que serão substituídas com a continuidade do processo evolutivo). Não é que haja somente um nível de realidade e que todas as outras visões sejam versões primitivas e incorretas desse nível. Cada uma dessas visões é correta num nível inferior, embora fundamentalmente importante, e não uma visão incorreta do único nível real. O conceito de desenvolvimento permite-nos reconhecer verdades em ninhos, não superstições primitivas.

Do livro Uma Teoria de Tudo, nota 5 do capítulo 6:

Naturalmente, se visões de mundo de níveis mais baixos fizerem afirmações sobre níveis mais elevados, elas deverão ser testadas usando critérios dos níveis superiores. Por exemplo, se a astrologia faz afirmações empírico-racionais, . . . então essas afirmações necessitam ser testadas por meios empírico-racionais; usualmente, quando esse teste é realizado, elas falham dramaticamente. . . . Mas a astrologia é uma das numerosas visões de mundo válidas que estão disponíveis no nível de consciência mítico e cumpre o papel que é esperado dela nesse nível – prover significado, um sentido de conexão com o cosmos e um papel para o eu na vastidão do universo. Entretanto, não é uma ciência racional com capacidade de predição (daí falhar consistentemente nos testes empíricos).

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