A realidade não é composta de coisas ou processos; não é composta de átomos ou quarks; não é composta de totalidades nem partes. Pelo contrário, é composta de todos/partes ou hólons. Leia a mais completa discussão de Ken Wilber sobre hólons, artefatos e amontoados que ocorreu durante os diálogos que culminaram neste ensaio.


Hólons, Artefatos e Amontoados
(E suas hierarquias correspondentes)
Por Fred Kofman | Tradução de Ari Raynsford

A fim de entender o significado de todo/parte no modelo de Wilber, é fundamental distinguir quatro tipos de entidades: hólons individuais, hólons coletivos, artefatos e amontoados. De acordo com Wilber, a relação todo/parte e a hierarquia de transcendência e inclusão progressivas significam coisas diferentes para cada uma dessas entidades e apresentam correlação diferente com o tamanho físico. Wilber expôs essas ideias em vários lugares (por exemplo, em Sexo, Ecologia, Espiritualidade [SEE] e Psicologia Integral), mas não as organizou num texto único. A mais completa discussão de Wilber sobre hólons, artefatos e amontoados ocorreu durante os diálogos que culminaram neste ensaio (e em uma entrevista a Shambhala). Meu objetivo é articular suas ideias e derivar algumas das suas implicações.

Espero também corrigir alguns dos erros mais comuns que muitos leitores da teoria de Wilber tendem a cometer. As distinções entre hólons individuais, hólons coletivos, artefatos e amontoados são sutis, embora fundamentais. Igualmente significativas são as diferenças entre hierarquias de cada uma dessas entidades. É fácil que passem desapercebidas; e perigoso.

Um hólon é uma entidade que pode ser vista como um todo em si mesma e, simultaneamente, como uma parte de um todo maior. Em SEE, Wilber não faz uma distinção precisa entre hólons sencientes e não sencientes. Os primeiros (tais como átomos, moléculas, células, etc. e galáxias, planetas, ecossistemas, tribos, etc.) são o que ele chama simplesmente “hólons”; os últimos (aos quais não se refere especificamente em SEE) chama “artefatos” (formigueiros, teias de aranha, automóveis) e “amontoados” (pedras, poças, dunas). Em SEE, Wilber focaliza simplesmente as relações parte/todo e a natureza transcende-mas-inclui das hierarquias; daí, sua restrição implícita do termo hólon para hólons sencientes ter gerado alguma confusão.

Clique no link ao lado para ler a íntegra do arquivo: Hólons_artefatos_e_amontoados

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