A abordagem genérica para qualquer doença deve começar de baixo para cima. Primeiro, procure por causas físicas. Pesquise todas as possibilidades da melhor maneira. Depois, pesquise possíveis causas emocionais; seja exaustivo. Então passe para causas mentais e, por fim, espirituais.


A Visão “New Age” sobre Doença e Carma
Excertos do livro “Graça e Coragem” | Tradução de Ari Raynsford 

“Visão “new age” da doença: a doença é uma lição. Você está se permitindo essa doença porque há algo muito importante a aprender com ela, a fim de continuar seu crescimento espiritual e evolução. A mente sozinha causa a doença e somente a mente pode curá-la.”

“Voltei a escrever! Em um mês e meio, trabalhando febrilmente dia e noite, produzi um livro de oitocentas páginas com o título provisório The Great Chain of Being: A Modern Introduction to the Perennial Philosophy and the World’s Great Mystical Traditions. Meu velho e bom daemon, após três anos de confinamento na prisão da minha mentira – a mentira de culpar Treya – explodiu em cena cheio de energia e vontade. Meu Deus, eu entrei em êxtase! Treya ajudou-me enormemente com o livro, lendo cada capítulo saído ainda quente da impressora, dando-me inestimável retorno e, frequentemente, sugerindo que refizesse seções inteiras. Nos momentos de descanso, sentávamos aconchegados pensando em títulos bobos para o livro como, por exemplo, Who Is This God Person, Anyway? [Quem é este tal de Deus, afinal?].”

“Nesse ínterim, trabalhei com vigor no livro. Um de seus capítulos, “Saúde, Totalidade e Cura”, foi publicado na revista New Age junto com o artigo de Treya, intitulado “Nós nos fazemos doentes?”. Não repetirei o capítulo aqui, mas resumirei brevemente seus principais pontos, uma vez que representam a culminância de meus pensamentos em relação ao difícil problema pelo qual Treya e eu estávamos passando nos últimos três anos.”

1. O argumento básico da filosofia perene é que homens e mulheres estão imersos na Grande Cadeia do Ser. Isto é, temos em nós matéria, corpo, mente, alma e espírito.

2. Para cada doença, é extremamente importante tentar determinar que nível ou níveis primariamente a originam – físico, emocional, mental ou espiritual.

3. É muito importante usar procedimento do “mesmo nível” (mas não necessariamente o único) para o rumo inicial do tratamento. Use intervenção física para doenças físicas, terapia emocional para distúrbios emocionais, métodos espirituais para crises espirituais e assim por diante. No caso de uma mistura de causas, use uma mistura de tratamentos dos níveis apropriados.

4. Isso é especialmente importante porque se você errar no diagnóstico da doença, pensando que ela se origina num nível mais elevado, gerará culpa; se diagnosticá-la num nível inferior ao correto, gerará desespero. Em qualquer dos casos, o tratamento não será eficaz, com a desvantagem adicional de criar culpa ou desespero no paciente devido somente a um erro de  diagnóstico.

Por exemplo, se você for atropelado por um ônibus e quebrar a perna, essa é uma doença física com recursos físicos: coloca-se o osso no lugar e engessa-se a perna. É uma intervenção do “mesmo nível”. Você não se senta na calçada e visualiza sua perna curando-se. Essa é uma técnica do nível mental que não é efetiva para esse problema do nível físico. E mais, se lhe disserem que a causa do seu acidente foi simplesmente seus pensamentos e que você deveria ser capaz de curar sua perna com seus pensamentos, então a única coisa que vai acontecer é que você sentirá culpa, irá autocondenar-se e sua autoestima diminuirá. É um completo descasamento de níveis e tratamentos.

Por outro lado, se você está sofrendo, digamos, de baixa autoestima por causa de certos papéis internalizados de que é um fraco e um incompetente, esse é um problema do nível mental que responde bem a intervenções do nível mental, tais como visualização ou afirmação (reescrita do papel – exatamente o que a terapia cognitiva faz). Se usar intervenções do nível físico – tomar megavitaminas ou mudar sua dieta – não terá muito efeito (a menos que você realmente esteja com um desbalanceamento vitamínico contribuindo para o problema). E se tentar usar somente tratamentos do nível físico, terminará em alguma forma de desespero, porque os tratamentos são do nível errado e simplesmente não funcionarão bem.

Assim, em minha opinião, a abordagem genérica para qualquer doença deve começar de baixo para cima. Primeiro, procure por causas físicas. Pesquise todas as possibilidades da melhor maneira. Depois, pesquise possíveis causas emocionais; seja exaustivo. Então passe para causas mentais e, por fim, espirituais.

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