Ouvimos Ken falar muito ao longo dos anos sobre o modelo Integral (quadrantes, níveis,  linhas, estados e tipos). E todos nós provavelmente experimentamos por nós mesmos a enorme clareza e compreensão que o pensamento integral pode trazer para nossas vidas, nossos mundos internos e as muitas realidades aninhadas nas quais nos encontramos.

Mas este extrato não é apenas sobre a construção do “pensamento integral”. É também sobre o tipo de pensamento que pode produzir algo como uma abordagem Integral, para começar.

Veja como Ken oferece um resumo detalhado dos três princípios integrativos – não exclusão, envolvimento e por em pratica -, que ele descobriu ao organizar seu modelo de Pluralismo Metodológico Integral – uma estrutura meta-paradigmática robusta que procura honrar, incluir e integrar múltiplos paradigmas, metodologias e práticas através de todos os domínios do conhecimento humano.

Embora esses três princípios sejam destinados a ajudar os líderes a tornar seus campos de conhecimento específicos mais expansivos, abrangentes e completos, esses princípios também podem ser tomados de forma mais geral por todos nós como três qualidades essenciais da mente integral e podem ser usados ​​como uma micro-prática contínua para nos ajudar a ver mais plenamente, comunicar com mais habilidade e descobrir as melhores e mais eficazes soluções para os problemas que enfrentamos.

“Esses três princípios regulatórios – Não Excluir (Nonexclusion), Incluir/Envolver (Enfoldment), Atuar/Fazer (Enactment) – são princípios nos quais se usou, a engenharia reversa, se preferir, pelo fato de que vários paradigmas diferentes e aparentemente “conflitantes” já estão sendo competentemente usados e praticados em todo o mundo; e, portanto, a questão não é, e nunca foi, qual está certo e qual está errado, mas como podem todos eles agora encontrar o seu lugar no Kosmos? Estes três princípios são alguns dos elementos que precisam já estar operando no universo para esses muitos paradigmas que estão emergindo e a única questão realmente interessante é: de que modo todas essas extraordinárias práticas podem agora emergir no universo?” – KW, As muitas maneiras de entrarmos em contato.

Quais são os três princípios do pensamento integral?

Princípio 1: Não Excluir (Nonexclusion) “Todos estão certos”

“Não exclusão significa que podemos aceitar as afirmações de verdades válidas (ou seja, as afirmações de verdades que passaram nos testes de validade de seus próprios paradigmas, em seus próprios campos, seja em hermenêutica , espiritualidade , ciência, etc.) na medida em que fazem declarações sobre a existência de seus próprios fenômenos aprovados e apresentados, mas não quando eles fazem declarações sobre a existência de fenômenos legitimados por outros paradigmas. Ou seja, um paradigma pode competentemente efetuar julgamentos dentro de seu próprio espaço de mundo, mas não naqueles espaços legitimados (e apenas visto) por outros paradigmas.” – KW

Princípio 2: Incluir/Envolver (Enfoldment) – “Alguns estão mais certos do que outros” 

“Todo mundo pode estar certo embora algumas visões sejam mais adequadas do que outras. Nenhuma está totalmente errada; algumas são simplesmente mais inclusivas, mais abrangentes, mais holísticas, mais integrativas, mais detalhadas, mais transcendentes-e-inclusivas, infinitamente. Mas o fato de que as moléculas são mais inclusivas do que os átomos não significa que possamos nos livrar dos átomos, ou que os átomos possam ser descartados, ou que os átomos não tenham verdades reais para oferecer exatamente como são. Uma verdade parcial ainda é uma verdade.” – KW

“O princípio da não exclusão ajuda muito a integrar uma pluralidade ou uma multiplicidade de paradigmas (e, assim, desenvolver uma metateoria que seja fiel aos fenômenos aprovados pelas práticas sociais de um pluralismo metodológico integral). Mas mesmo em meio a um ambiente de não exclusão, surgem numerosos conflitos, e como integrar tudo isso tornou-se uma questão premente. É nisto que o segundo princípio integrativo, o do Incluir/Envovler, pode ser de ajuda.” – KW

Princípio 3: Atuar/Fazer (Enactment) – “Se você quer saber isto, faça aquilo”

“A maioria dos “confrontos de paradigma” geralmente são considerados ‘irreconciliáveis’ – ou seja, não há nenhuma maneira de integrar dois paradigmas – mas isso acontece somente porque as pessoas se concentram nos fenômenos, e não nas práticas (métodos). Mas se percebermos que os fenômenos são manifestos, revelados, e expostos pelas práticas, então perceberemos que o que parecia ser experiências  ou ‘fenômenos conflitantes’ são simplesmente diferentes (e totalmente compatíveis) experiências reveladas por diferentes práticas. Adote diferentes práticas, e você verá os mesmos fenômenos que os adeptos do paradigma supostamente “irreconciliável” estão vendo. Por isso, a “irreconciliabilidade” não é intransponível, ou mesmo uma barreira significativa, para qualquer tipo de abraço Integral.” – KW

Todas citações são de Ken Wilber: As muitas maneiras que nos tocamos:
Três princípios úteis para qualquer Abordagem Integrativa.

integrallife.com/three-principles-integral-thinking/